A Polícia Civil de Mato Grosso desmontou uma quadrilha que já havia roubado mais de R$ 1,2 milhão de contas bancárias e aplicações em títulos da Petrobras de correntistas mortos Brasil afora. Cinco pessoas foram presas em flagrante, entre as quais o advogado Max Weyzer Mendonça de Oliveira (foto), que esteve preso durante a Operação Asafe.
Um segundo advogado, cujo nome está sendo mantido em sigilo pela polícia, pode ter a prisão preventiva decretada a qualquer momento por envolvimento nos mesmos golpes, segundo o delegado Sérgio Paulo de Oliveira Medeiros, da Delegacia Municipal de Arenápolis, que presidiu as investigações.
As cinco prisões aconteceram ontem, no Banco do Brasil da cidade de Arenapólis, interior do Estado. Foram presos o advogado Max Weyzer, que seria o líder do bando, a bancária Jussara da Silva Trigueiro, os idosos Adelaide Severino Gonçalves e José Facioli, e Denivaldo Antônio de Santana.
Apontado pela polícia como o “cabeça” desse grupo, o advogado Max Weyzer foi preso pela Polícia Federal ano passado, durante a Operação da Asafe, que investigou juízes, advogados e funcionários da Justiça por venda de sentença - crimes de exploração de prestígio, corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha.
Desta vez, Max, Jussara e Denivaldo Antônio estavam dentro da agência. Max também portava documentos falsos em nome de um correntista de Porto Alegre (RS), vítima do golpe. Na porta da agência, dentro de um carro, os policiais prenderam Adelaide Gonçalves e José Facioli, que os aguardavam prontos para seguir para o município de Barra do Bugres, onde praticariam outro golpe.
De acordo com o delegado regional de Diamantino, que participou das investigações, Wilson Leite, havia documentos falsos em nome de outra vítima, com foto de um dos idosos, que o bando deveria usar para fazer o próximo saque bancário.
As cinco prisões foram efetuadas minutos após a quadrilha concretizar uma transferência no valor de R$ 700 mil para uma conta, cujos detalhes sobre o correntista a polícia ainda está apurando junto ao banco. A mesma quadrilha, conforme a polícia, aplicou golpes contra correntistas, todos mortos, que movimentavam contas em agências do Banco do Brasil em Porto Alegre (RS), em Camboriú (SC), cidades de Minas Gerais e, mais recentemente, em Mato Grosso. (Foto mostra Weyzer e comparsas, entre eles velhos que se dispunham a passar por herdeiros dos mortos)
Além de sacar dinheiro dos mortos, o bando, conforme a polícia, também resgatava aplicações que estavam na bolsa de valores e outras formas de investimentos financeiros.
Como a maioria das aplicações já estava parada em função da morte de seus titulares, os resgates chamaram a atenção de um diretor do banco de Arenápolis, que, por sua vez, acionou a polícia. Os golpistas não usavam nomes de supostos herdeiros, aqueles que legalmente se beneficiariam dos bens dos entes mortos.
Se valendo do desconhecimento desses herdeiros sobre a existência do dinheiro na conta e os títulos da bolsa, para fazer os saques o bando fazia documentos falsos para os idosos em nome dos correntistas. Esses golpes estão sendo investigados há quase três meses pelo Serviço de Inteligência da Polícia Civil. Diário de Cauiabá
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